Cenário Econômico
Em 2011 os Estados Unidos apresentaram crescimento econômico melhor que o esperado, mesmo permanecendo entraves como: endividamento do setor público, mercado de trabalho, imobiliário e o endividamento das famílias, ainda assim a economia americana deve crescer 1,7%. Na Zona do Euro as negociações políticas para a estabilização do problema fiscal avançaram pouco. Espera-se que a Europa tenha baixo crescimento nos próximos anos, com alguns países em recessão, especialmente Irlanda e Portugal. Enquanto na China a economia mantém crescimento vigoroso, porém, desacelerado nos últimos anos. As economias emergentes tiveram o ano marcado pela redução da demanda global e pelas políticas de combate à inflação. Elas impactaram o crescimento da economia, devendo permanecer desacelerada até 2012 comparativamente a 2010.
O Brasil em 2011 não ficou imune aos efeitos da crise internacional, entretanto, os sólidos fundamentos da macroeconomia brasileira minimizaram seus impactos. De acordo com analistas, o PIB de 2011 deverá crescer 2,87%. Até o terceiro trimestre a expansão foi de 2,1% comparativamente a igual período de 2010. A produção industrial brasileira havia crescido 0,4% no ano no acumulado em novembro, o que tem fomentado a tese de que o País passa por um processo de desindustrialização. Já as vendas do comércio varejista mantém o ritmo de crescimento, a taxa acumulada até novembro para o volume de vendas e receita nominal foram 6,7% e 11,7%, respectivamente. Quanto a inflação, as sucessivas reduções da taxa SELIC, a contenção das despesas públicas e do crescimento moderado de crédito impuseram trajetória de queda ao IPCA que findou o ano situado no limite superior da meta, 6,5%.
No panorama regional, o IPCA em Belém encerrou o ano com 4,74% de crescimento, bem abaixo da média nacional. Em novembro, a produção industrial pôs fim a três meses consecutivos de queda e cresceu 0,5% em relação ao período anterior. Nos onze primeiros meses a taxa global da indústria paraense registrou 2,4% de aumento. Expressando o que vem ocorrendo em vários meses seguidos, no ano o setor de extração mineral detém maior impacto positivo na composição do índice (cresceu 7,1%) enquanto o setor madeireiro é responsável pelo maior impacto negativo (-31,1% no ano). No mercado de crédito, o volume concedido até outubro foi de quase R$ 24 bilhões. O crescimento acumulado no ano de concessão para Pessoas Físicas e Jurídicas é de 22% e 16% respectivamente, enquanto a taxa anualizada indica crescimento maior na carteira de PF (28%) e menor na PJ (25%).